Austrália inaugura sistema de monitoramento de tsunamis

Centro fornecerá dados para 29 países; ondas gigantes mataram 200 mil em 2004.

Phil Mercer, BBC

03 Novembro 2008 | 11h42

A Austrália colocou em operação um sistema de alerta para tsunamis que, os especialistas esperam, seja parte de uma rede que vai do Oceano Índico ao Pacífico. O projeto custou US$ 46 milhões e começou a ser elaborado seis meses depois do tsunami asiático de 2004 que matou mais de 200 mil pessoas. O Centro Australiano de Alerta de Tsunami vai fornecer, juntamente com a Índia, um sistema regional de monitoramento para 29 países com costa para o Oceano Índico. A Indonésia, que foi uma das regiões mais atingidas pelo tsunami de quatro anos atrás, terá seu próprio mecanismo de alerta em funcionamento até o final do ano. Detalhamento O projeto australiano tem como base um sistema de alta tecnologia de bóias conectadas a sensores de pressão colocados no fundo do mar. Cinco delas estão localizadas no noroeste da Austrália, ao sul da Indonésia, e outras foram colocadas na direção da costa leste do continente, no Oceano Pacífico. Barry Drummond, do projeto Geoscience Australia, disse que o novo sistema vai dar informações precisas sobre o risco de ondas gigantescas. Segundo ele, ao invés de dizer que um tsunami está a caminho e que ele pode ter impacto na costa de um determinado Estado, o centro de informações agora está capacitado para dizer quais pontos ao longo da costa são os mais suscetíveis. Em alguns pontos a ameaça pode ser maior para o que estiver na água, como banhistas e barcos em regiões de baía, por exemplo, disse Drummond. "Há muito mais detalhamento. Ele (o sistema) permite que não se alerte demais e garante que não se alerte de menos", afirmou. O equipamento de monitoramento permite que os cientistas identifiquem a localização de um terremoto, sua profundidade e sua intensidade. O sistema australiano também vai fornecer informações essenciais sobre o nível do mar e abalos sísmicos para países que são ilhas vulneráveis no Oceano Pacífico e para as autoridades no Japão. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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