Autoridades admitem que sabiam dos confrontos no Rio

O secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, admitiu que a polícia tinha, ontem, a informação sobre a invasão do Morro dos Macacos, mas não conseguiu evitar que as quadrilhas se enfrentassem por toda a madrugada de sábado.

EQUIPE AE, Agencia Estado

17 de outubro de 2009 | 20h16

 

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Segundo ele, o cerco montado pela Polícia Militar falhou pela dificuldade de prever por onde os invasores entrariam. "A área tem centenas de acessos", justificou o secretário, em entrevista coletiva no fim da tarde. "Mais de 80% das invasões têm sido antecipadas (pela polícia)".

Segundo o secretário, entre as ações prévias da PM na sexta-feira está a morte de quatro traficantes que confrontaram a polícia na favela do Arará (zona norte), quando foram surpreendidos saindo para integrar o grupo invasor. Ele afirmou que a polícia não invadiu o morro à noite para minimizar os riscos para os moradores. "Quem não tem compromisso com a população é o marginal", afirmou.

O comandante-geral da Polícia Militar do Estado, coronel Mário Sérgio Duarte, afirmou que a região é muito grande e possui dezenas de acessos que poderiam ter sido utilizados pelos traficantes. Seja por áreas urbanas ou de mata, o morro dos Macacos pode ser acessado por três ou quatro bairros da região.

A polícia militar e a civil do Rio de Janeiro já iniciaram as investigações para tentar descobrir a rota de acesso utilizada pelos traficantes para entrarem no Morro dos Macacos, na zona norte da cidade.

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