Autoridades alemãs não veem culpa de fazenda sobre E.coli

Autoridades que investigam uma fazenda orgânica no norte da Alemanha disseram neste sábado que não devem processar o estabelecimento por causar uma epidemia de E.coli que já matou pelo menos 31 pessoas.

BRIAN ROHAN, REUTERS

11 Junho 2011 | 12h37

Autoridades ligam a epidemia, a mais mortífera da história moderna, a brotos contaminados de feijão e rebentos plantados na fazenda e que foram para restaurantes e cozinhas de todo o país.

"Tudo o que investigamos até agora mostra que a fazenda foi impecável", afirmou Gert Hahne, porta-voz do escritório de proteção ao consumidor no Estado da Baixa-Saxônia. "Ela é higiênica e seguiu todas as regras."

"Não importa a forma da análise, não vemos qualquer problema com a fazenda ou base legal para responsabilizá-los", acrescentou Hahne por telefone. "Você não pode punir alguém por ter má sorte."

A fazenda, no entanto, foi fechada. Autoridades disseram que resultados de testes realizados no local ainda precisam detectar a E.coli, mas cerca de 500 amostras ainda estão sendo examinadas, incluindo algumas das sementes da fazenda, que vêm da Europa e da Ásia.

O governo alemão está sob pressão interna e da Europa por não conseguir detectar a causa da epidemia, que já dura um mês e que apenas na sexta-feira foi declarada como tendo vindo de brotos de feijão.

Cientistas afirmaram que os traços da variação mais mortal da bactéria foram detectados em um pacote de feijão vindos da fazenda e encontrado em uma lata de lixo de um lar depois que duas pessoas da família ficaram doentes após a ingestão. Os resultados foram confirmados neste sábado.

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