Aves: granjas livres de moscas

Para manter insetos afastados, a primeira recomendação é não deixar esterco úmido acumulado nos galpões

Fernanda Yoneya, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2008 | 02h22

Em criações de aves, manter as moscas longe depende do manejo dispensado ao esterco nos galpões. A pesquisadora Edna Clara Tucci, do Instituto Biológico (IB-Apta), da Secretaria de Agricultura paulista, diz que, em aviários modernos, o acúmulo de fezes das aves sob as gaiolas oferece condições ideais ao desenvolvimento de formas jovens de moscas. ''Elas são atraídas pelo alto teor de amônia e pela umidade do esterco.''Segundo Edna, esterco seco não atrai mosca. Portanto, promover a secagem do material é a melhor maneira de controlar a presença de moscas no local. Uma opção para evitar o acúmulo de esterco úmido nos galpões é a instalação do ''ripado'', que consiste na colocação de ripas, a uma altura de 30 centímetros, entre as gaiolas e o solo. A idéia é dividir a arejar as fezes, de modo a reduzir a umidade no local e inibir a proliferação de larvas. ''A instalação do ripado deve permitir o uso de enxadas e pás para o manuseio do esterco acumulado.'' Outra sugestão é adotar uma camada de 10 centímetros de serragem seca, para auxiliar na secagem do esterco acumulado. ''A serragem deve ser guardada e mantida seca, coberta com lona ou plástico.''Outra recomendação é fazer a manutenção da cobertura dos galpões e do sistema de captação e distribuição de água no aviário, para evitar goteiras e vazamentos. Também deve-se carpir a vegetação entre os galpões para favorecer a circulação do ar e acelerar a secagem das fezes. ''É preciso manter o saneamento geral da granja, com a limpeza diária dos corredores centrais e das cabeceiras dos galpões.''O uso indiscriminado de inseticidas, diz Edna, além de ser perigoso para o ambiente, favorece o aparecimento de populações de insetos resistentes e pode deixar resíduos nos ovos e na carne das aves. ''O mau uso desses produtos também elimina inimigos naturais das formas jovens de moscas.'' INFORMAÇÕES: Instituto Biológico, tel. (0--11) 5087-1700

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