Avicultura alternativa será mapeada

Pesquisadores da Embrapa e da Secretaria de Agricultura de São Paulo começaram o levantamento este ano

Lilian Primi, O Estado de S.Paulo

18 Julho 2007 | 05h13

Pesquisadores da área de avicultura começaram, este ano, o levantamento de criações alternativas de aves. O trabalho é coordenado pela Associação da Avicultura Alternativa (Aval) e envolve a Embrapa, a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), o Instituto de Economia Agrícola (IEA) e a Defesa Sanitária da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo. O objetivo é mapear a população e o sistema de criação usado em cada região do País, para ajudar o Ministério da Agricultura no controle da sanidade do plantel brasileiro. ''''No caso da influenza aviária, por exemplo, não adianta o rígido controle sanitário cumprido pela avicultura industrial, já mapeada pelo Mapa, se tiver um galinheiro no vizinho'''', afirma a pesquisadora Carla Pizzolante, chefe da unidade de Brotas da Apta Regional. São Paulo servirá de piloto para os demais Estados do País. CERTIFICAÇÃO O mercado de frangos e ovos caipiras se valoriza com a onda de consumo de produtos orgânicos. O acesso a ele, no entanto, depende do investimento em certificação e em campanhas publicitárias. Para conseguir certificar a produção de frangos e ovos é preciso cumprir as normas de regulamentação para produtos caipiras contidas no Ofício Circular DOI/Dipoa 007/99, publicado em maio de 1999, que trata da criação de frango caipira, colonial, tipo ou estilo caipira, tipo ou estilo colonial; da roça, de capoeira, galinha pé duro, galinha nativa e frango índio. Entre as proibições, está a do uso de promotores de crescimento; de linhagens de aves comerciais e manejo intensivo. A lotação dos piquetes é definida pela lei a um mínimo de 3 metros quadrados por ave. O abate também não pode ocorrer antes de 85 dias.

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