Avô de Isabella acha normal casal não ter acionado resgate

'Quando temos algum problema, um liga para o outro primeiro', afirma Antônio Nardoni em entrevista à TV Globo

O Estado de S. Paulo,

14 de abril de 2008 | 09h38

O avô da menina Isabella, Antônio Nardoni, afirmou no domingo, 13, em entrevista à TV Globo, que a reação do casal foi normal ao não ter acionado o resgate, quando percebeu que Isabella havia caído. "Talvez as pessoas estranhem esse comportamento, mas nós temos uma regra dentro de casa. Quando temos algum problema, um liga para o outro primeiro", disse. Isabella Nardoni, de 5 anos, foi jogada do 6º andar do prédio em que seu pai e a madrasta vivem na Vila Isolina Mazzei, zona norte de São Paulo, em 29 de março.   Veja também:   Psicanalista fala sobre a comoção gerada por 'crimes inusitados' Acompanhe a investigação do caso Polícia ouve depoimento de vizinha do casal Nardoni Perícia vai pôr casal na cena do crime Polícia já admite pedir prisão preventiva de casal Outros casos de crianças mortas seguem sem solução Crime muda vida de moradores do Edifício London   Segundo o avô, na noite da morte da menina, quem fez a ligação para ele foi a madrasta de Isabella. "Ela estava muito nervosa, falando muito alto e dizendo que tinha acontecido alguma coisa com a Isabella. Eu desliguei o telefone e saí correndo para lá", disse.   Antônio negou que Alexandre e Anna Carolina tenham brigado pouco antes da morte da menina. "Não houve briga, eu tenho absoluta certeza. Se alguém está dizendo que ouviu briga deve ter ouvido em algum dos prédios em volta e pode ter tido a impressão que fosse lá", disse.O avô confirmou que esteve no apartamento, acompanhado de parentes, no dia seguinte ao crime. Ele disse que foi buscar roupas para as crianças. Antônio Nardoni afirmou que os dois apartamentos que a família têm no 6º andar serão vendidos.

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