Avô e tia de Isabella são hostilizados por populares no 9º DP

Cerca de 20 pessoas protestavam quando Antônio e Cristiane chegaram à delegacia para prestar depoimento

Carolina Freitas, Agência Estado

23 de abril de 2008 | 16h38

O advogado Antônio Nardoni e sua filha Cristiane Nardoni já estão no 9º Distrito policial (DP), na zona norte de São Paulo, onde vão depor, nesta quarta-feira, 22, no caso da morte da menina Isabella, de 5 anos. Esses depoimentos, do avô e da tia da criança, são os últimos previstos. No domingo será feita a reconstituição do crime no Edifício London, na Vila Isolina Mazzei, também na zona norte.   VEJA TAMBÉM Depoimentos de avô e tia de Isabella são adiados novamente Avô de Isabella diz que polícia ignora provas importantes Fotos do apartamento onde ocorreu o crime  Cronologia e perguntas sem resposta do caso  Tudo o que foi publicado sobre o caso Isabella  Na frente da delegacia, cerca de 20 pessoas fazem uma manifestação. Eles carregam uma faixa com a frase "SOS Brasil chega de impunidade!". Manifestantes cercaram o carro de Antônio Nardoni no pátio da delegacia e gritam palavras como "assassinos" e "facínoras". Isabella Nardoni, de 5 anos, foi agredida e jogada pela janela do apartamento do pai, Alexandre Nardoni, no dia 29 de março.   O advogado Antônio Nardoni será o primeiro a depor. A madrinha e tia da menina. O carro em que estavam foi acompanhado e cercado por populares e pela imprensa no pátio da delegacia. Eles desceram sob xingamentos de populares e entraram pela porta lateral da DP. Como os depoimentos de dois vizinhos de Alexandre Nardoni no edifício London, de onde Isabella foi jogada, ainda não terminaram, Antônio Nardoni e a filha esperam sua vez de falar em uma sala no 2º andar da delegacia.

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