Bactéria marinha 'come' petróleo

Cientistas americanos descobriram o potencial de bactérias marinhas para digerir petróleo, o que pode ajudar na limpeza do vazamento no Golfo do México. O achado é descrito na revista Science.

EFE, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2010 | 00h00

Um grupo do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley analisou a atividade marinha em uma coluna de petróleo a mais de mil metros de profundidade, a 16 quilômetros do poço que vazou. Eles descobriram que a atividade microbiana, liderada por uma espécie ainda não classificada, está degradando petróleo mais rápido que o previsto.

"Nossos resultados mostram que o fluxo de petróleo alterou profundamente a comunidade microbiana, por meio de um significativo estímulo das proteobactérias psicrófilas (capazes de viver a temperaturas inferiores a 5°C) das águas profundas, que estão estreitamente relacionadas com micróbios conhecidos como degradantes do petróleo", disse o cientista Terry Hazen. "Esse enriquecimento de microrganismos degradadores de óleo parece ser um dos principais mecanismos por trás da rápida diminuição da coluna de hidrocarbonetos que foi detectada nas águas profundas", disse.

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