Bactéria que matou pelo menos 3 pessoas no DF é investigada

Autoridades sanitárias do Distrito Federal investigam a causa da morte de três pacientes com febre e dores de garganta, registradas nos últimos três meses. As vítimas, de 10, 11 e 38 anos, morreram menos de cinco dias após procurarem o hospital.

LÍGIA FORMENTI / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2011 | 03h03

Nenhuma delas tinha problemas de saúde antes dos primeiros sintomas. Exames identificaram a presença de uma bactéria comumente encontrada na garganta e pele em até 15% da população, o Streptococcus pyogenes. Mas as autoridades não sabem como ocorreu a contaminação.

"Outros exames precisam ser realizados. A bactéria foi encontrada, mas não podemos ainda afirmar que a morte foi provocada por essa infecção", disse o secretário de Saúde do DF, Rafael Barbosa. O material para análise foi enviado para o Instituto Adolfo Lutz. Não há prazo para que o resultado seja entregue, mas o caso é considerado prioritário.

Apesar da mobilização, o secretário diz que não há razões para se falar em um surto. "Essa possibilidade está totalmente descartada. São casos isolados, as vítimas não tiveram contato entre si", disse Barbosa. Ele reconhece, porém, que os casos fogem do padrão. "A bactéria encontrada nas vítimas pode provocar infecções graves. Isso ocorre. O que destoa é o fato de ela ter atingido pessoas saudáveis, sem nenhum tipo de doença associada."

A primeira morte foi a da menina de 10 anos, moradora do Lago Sul, em agosto. No mês seguinte, foi registrado o óbito da mulher de 38, na cidade-satélite Guará. Depois dessas mortes, um alerta foi enviado para unidades de saúde. O terceiro óbito ocorreu na terça-feira, num hospital de Taguatinga. A menina de 11 anos havia apresentado os primeiros sintomas no sábado.

Segundo a Secretaria de Saúde, outras duas mortes semelhantes foram investigadas. Elas também foram provocadas pela bactéria Streptococcus, uma deles pneumoniae e a outra, viridans. "Não foi constatada ligação", disse o secretário. O Ministério da Saúde acompanha os casos, mas afirma que não há motivo para preocupação.

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