Bahia promove policiais acusados e condenados

Secretaria não admite o erro, mas suspensão dos benefícios será publicada no Diário Oficial de quarta-feira, 23

TIAGO DÉCIMO, Agencia Estado

22 de abril de 2008 | 21h04

A publicação de decreto no Diário Oficial da Bahia do fim de semana, autorizando a promoção por antiguidade ou por merecimento de 417 agentes da Polícia Civil do Estado, causou confusão na administração baiana. Quatro dos listados foram condenados pela Justiça no último ano e pelo menos outros três respondem processos penais. Os casos mais rumorosos são do o investigador Herielson Lopes Santos, nomeado detetive, e o detetive Márcio Antônio Freire Bastos, promovido a inspetor, condenados em agosto do ano passado a 15 anos e dois meses de prisão por tráfico de drogas, roubo de veículos e extorsão, e aguardam julgamento de recurso.A secretaria não admite o erro. Apesar disso, o governo do Estado anunciou nesta terça-feira, 22, que vai tornar sem efeito as promoções de Santos e Bastos, além das dos agentes Jomário Jorge Freitas de Souza e Hércules Oliveira da Silva, que foram condenados a quatro anos de prisão no ano passado por tortura, e também recorrem em liberdade. Freitas foi promovido por merecimento, de detetive para inspetor. Silva, por antiguidade, de investigador para detetive.A suspensão dos quatro benefícios será publicada no Diário Oficial de quarta-feira, 23, e, segundo a assessoria de comunicação do governo, será mantida até que a Procuradoria Geral do Estado emita parecer sobre a situação dos agentes acusados. Segundo o delegado-chefe da Polícia Civil, Joselito Bispo, a decisão do governo foi tomada por causa da gravidade das acusações contra os policiais.

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