Balanço aponta 77 municípios com risco para dengue

Aproximadamente 5,7 milhões de pessoas vivem em áreas consideradas de alto risco para epidemia de dengue neste verão. O número é 23% superior ao identificado ano passado, quando 4,6 milhões residiam em regiões com alto índice de infestação do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti.

LÍGIA FORMENTI, Agência Estado

27 de novembro de 2012 | 18h41

Este ano, de um total de 1.239 municípios avaliados, 77 foram considerados como de alto risco. Em 2011, de 800 cidades monitoradas, 48 receberam essa classificação, de acordo com o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes Aegypti (Liraa), apresentado nesta terça-feira (27). "O alerta se mantém. O perigo de uma epidemia da doença persiste", avaliou o secretário de Vigilância do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. Ao todo, 12 capitais do País estão em situação de risco ou alerta para a doença.

Ao comentar os números, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foi cauteloso e não descartou a possibilidade de o País registrar aumento dos criadouros no verão, quando as condições para proliferação do mosquito são melhores. "Esta é uma fotografia. Com aumento das chuvas as medidas têm de ser redobradas", avisou.

O ministro reforçou ainda a importância de manter a prevenção. Tradicionalmente, quando há mudanças na administração municipal, a tendência é de descontinuidade das ações. "Isso seria um ataque, um crime contra a saúde", disse.

Padilha lembrou também que há grande número de pessoas suscetíveis a dengue tipo 4, sorotipo que voltou a circular no País recentemente. Ele observa que, embora esse sorotipo não esteja associado a epidemias explosivas, os cuidados devem ser redobrados. Atualmente, o sorotipo 4 é predominante no País: foi identificado em 63% das amostras analisadas. Em segundo lugar, veio o sorotipo 1, com 32,9% dos testes positivos.

Feito em novembro numa parceria com secretarias municipais, o Liraa identificou este ano 787 cidades com níveis considerados satisfatórios. Essa classificação é dada para áreas onde menos de 1% dos domicílios visitados têm criadouros do mosquito. Aquelas com índice de infestação entre 1% e 3,9% são consideradas como em situação de alerta. No País, foram 375.

Aquelas com porcentuais superiores a 4 são consideradas de alto risco. Entre as cidades paulistas, Jundiaí foi a única cidade que recebeu essa classificação. O índice foi de 4,3. Trinta foram consideradas em estado de alerta. Outras 330 apresentaram porcentuais inferiores a 1%, um índice satisfatório. Padilha comemorou a queda do número de pacientes com a forma grave da doença. De janeiro a novembro de 2011 foram 10.507 ante 3.774 no mesmo período deste ano - uma redução de 64%. O ministro atribui a queda à melhoria na qualidade e rapidez do atendimento aos pacientes. A quantidade de mortes também caiu 49% no período: de 481 para 247.

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