Ban diz que liberdade de expressão deve respeitar religiões

Cinco importantes jornais dinamarqueses republicaram um dos 12 desenhos de Maomé que causaram protestos

REUTERS

20 Fevereiro 2008 | 17h30

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, reafirmou na quarta-feira a posição de seu antecessor, Kofi Annan, a respeito das caricaturas do profeta Maomé, declarando que a liberdade de expressão deve respeitar as sensibilidades religiosas. "O secretário-geral acredita fortemente que a liberdade de expressão deve ser exercida de forma responsável e de modo a respeitar todas as crenças religiosas", disse sua porta-voz Marie Okabe a jornalistas. O tema voltou à pauta porque na semana passada cinco importantes jornais dinamarqueses republicaram um dos 12 desenhos do profeta Maomé que provocaram tantos protestos no mundo islâmico em 2006. A republicação foi um protesto contra um plano para assassinar um dos cartunistas que originalmente publicaram os desenhos no jornal Jyllands-Posten. A maioria dos muçulmanos considera as representações gráficas do profeta como ofensivas.   Em nota divulgada há dois anos, no auge do problema, o então secretário-geral Annan dizia que "a liberdade de imprensa deve ser sempre exercida de modo a respeitar plenamente as crenças religiosas e os pilares de todas as religiões". Nos últimos dias, por causa da crise das caricaturas, parlamentares dinamarqueses cancelaram uma visita ao Irã, o governo egípcio protestou junto ao embaixador da Dinamarca no Cairo, e na Indonésia ativistas islâmicos fizeram uma manifestação em frente à embaixada do país nórdico.

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