Ban quer transformar tropa africana no Mali em força de paz

Uma força africana atualmente presente no Mali deveria ser transformada em uma operação de paz da ONU, e uma força de combate à parte deveria ser criada para confrontar ameaças islâmicas, recomendou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ao Conselho de Segurança na terça-feira.

Reuters

26 de março de 2013 | 20h59

A força africana que atua no Mali com aval da ONU deve assumir as tarefas dos 4.000 soldados franceses que têm previsão de começarem a deixar o país no final de abril.

Em relatório aos 15 países do Conselho, Ban recomendou que a força africana, conhecida como Afisma, se torne uma força de paz da ONU, com seus 11,2 mil soldados e 1.440 policiais - mas só depois que os principais combates terminarem.

Pela proposta dele, seria instituída uma força paralela que trabalharia de forma coordenada com a missão da ONU para enfrentar os insurgentes islâmicos do Mali.

Diplomatas dizem que a França provavelmente forneceria soldados para a força paralela, que seria menor que a atual e poderia ter sede no próprio Mali ou em outro país da África Ocidental.

"Dado o nível e natureza previstos da ameaça residual, seria uma exigência fundamental que uma força paralela operasse no Mali junto com a missão da ONU, a fim de conduzir combates importantes e operações de contraterrorismo", escreveu Ban.

A força paralela não teria mandato formal da ONU, mas operaria com o aval informal do Conselho de Segurança. O relatório não citou prazos para a missão.

(Reportagem de Louis Charbonneau e Michelle Nichols)

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