Banco do Brasil tem resultado acima do esperado no 2o tri

O Banco do Brasil encerrou o segundo trimestre com queda no lucro líquido, impactado por aumento nas provisões para perdas com empréstimos e ligeiro aumento na inadimplência na comparação anual, mas os resultados ficaram acima do esperado pelo mercado.

Reuters

14 de agosto de 2012 | 09h15

A maior instituição financeira do país em ativos teve lucro líquido de 3,008 bilhões de reais no segundo trimestre, queda de 9,7 por cento sobre o resultado obtido um ano antes. Em termos ajustados, o banco fechou o trimestre passado com lucro líquido de 2,986 bilhões de reais, acima da estimativa média de analistas consultados pela Reuters, de ganho de 2,767 bilhões de reais.

O banco revisou algumas estimativas para 2012. A perspectiva de retorno sobre patrimônio líquido ajustado, um indicador de rentabilidade de um banco, passou de 19 a 22 por cento para 17 a 20 por cento, diante de um cenário em que o "acirramento da concorrência entre as instituições financeiras e perspectiva de continuidade de decréscimo na taxa de juros Selic, impactará o resultado dos bancos".

Além disso, a perspectiva de 2012 para o crescimento da margem financeira bruta, a diferença entre os juros cobrados dos tomadores de empréstimos e os juros que remuneram depósitos, caiu de 11 a 15 por cento para 10 a 14 por cento.

Porém, no segundo trimestre, a margem financeira bruta do banco avançou 16,4 por cento sobre um ano antes, para 11,858 bilhões de reais.

Apesar do movimento de pressão do governo para a redução dos juros do setor bancário, o spread de operações de crédito do Banco Brasil fechou o trimestre passado em 9,2 por cento, ante 8,6 por cento no mesmo período de 2011 e 8,9 por cento no primeiro trimestre.

O Banco do Brasil encerrou o segundo trimestre com um índice de inadimplência de operações vencidas há mais de 90 dias de 2,1 por cento ante 2 por cento no mesmo período de 2011 e 2,2 por cento no comparativo com os três meses encerrados em março deste ano.

O indicador do segundo trimestre, porém, ficou abaixo da média do mercado de 3,8 por cento, segundo o balanço do Banco do Brasil, que considera o movimento dos calotes como "sob controle".

Apesar disso, o banco elevou em 20,7 por cento o volume de provisões com perdas com crédito no segundo trimestre em comparação com o mesmo período de 2011, para 3,677 bilhões de reais. O saldo também foi 2,8 por cento maior que o volume reservado para o primeiro trimestre.

Enquanto isso, a carteira de crédito ampliada cresceu 20,3 por cento nos três meses encerrados em junho, para 508,18 bilhões de reais.

Os ativos do banco alcançaram 1,05 trilhão de reais ao fim do primeiro semestre, avanço de 16,3 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os resultados do Banco do Brasil fecham a temporada de resultados dos grandes bancos de capital aberto do país, após as divulgações de Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil, que também foram impactados por aumento de provisões para perdas com crédito e alta na inadimplência.

(Por Alberto Alerigi Jr e Guillermo Parra-Bernal)

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