Banco Mundial pede ação contra aids na Ásia

O sul da Ásia assistirá a cada vez mais infecções pelo HIV, a menos que a abordagem "genérica" adotada pelas autoridades sanitárias seja substituída por programas especializados, voltados para os locais o sexo e as drogas alimentam a epidemia, diz relatório do Banco Mundial.Programas de prevenção precisam de voltar para profissionais do sexo e seus clientes, usuários de drogas injetáveis e seus parceiros sexuais. Homossexuais do sexo masculino, uma população que é quase totalmente ignorada, também precisa ser alvo de campanhas. E cada grupo precisa ser tratado individualmente - em alguns casos, de vila em vila - para que a prevenção tenha efeito, de acordo com o relatório."Alcançar e envolver as pessoas com risco de HIV é o maior desafio no sul da Ásia, porque freqüentemente são marginalizadas na própria comunidade", diz nota assinada por Julian Schweitzer, da equipe do Banco Mundial na região.O relatório tem como foco Índia, Nepal, Paquistão, Bangladesh e Sri Lanka, e foi divulgado durante a 16ª Conferência Internacional da Aids, que ocorre em Toronto, no Canadá.O estigma e a discriminação amplificam a ameaça da aids na região, juntamente com o analfabetismo, a pobreza e a vulnerabilidade das mulheres, vítimas de exploração sexual.

Agencia Estado,

14 de agosto de 2006 | 17h37

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