Bancos e pirâmides do Egito reabrem, ainda há protestos no Cairo

Os bancos egípcios abriram neste domingo após uma semana fechados, período em que a economia do Egito, prejudicada pela crise política provocada pela revolta que derrubou Hosni Mubarak e protestos trabalhistas posteriores, mostrou dificuldades para retomar o ritmo.

MARWA AWAD E SHAIMAA FAYED, REUTERS

20 de fevereiro de 2011 | 11h26

Os novos governantes militares monitoravam de perto como muitos egípcios voltavam ao trabalho no primeiro dia da semana, após a emissão de uma advertência que proíbe protestos trabalhistas, dizendo também aos trabalhadores que abandonem seu fervor revolucionário.

O Museu Egípcio do Cairo e as pirâmides de Gizé estão entre os pontos turísticos que foram reabertos ao público pela primeira vez em cerca de três semanas. O lucrativo setor turístico do Egito sofreu um golpe depois que estrangeiros se afastaram do país devido às agitações.

Ainda havia alguns focos de protesto na capital.

Tentando aplacar reformistas pró-democracia que querem uma rápida mudança, os militares disseram neste final de semana que as alterações constitucionais que abrirão caminho para eleições em seis meses devem estar prontas em breve, acrescentando que a temida lei de emergência poderia ser posta em prática antes das eleições.

"A nova Constituição é uma meta de longo prazo. Vamos primeiro corrigir as falhas do sistema para levar o processo adiante", disse um especialista de um importante comitê de mudança constitucional. "A voz do povo é o fator mais importante nesse processo."

Num esforço para se distanciar da velha guarda de Mubarak, o governo pretende remodelar o gabinete, provavelmente na segunda-feira.

Domingo foi o sétimo dia em que os bancos abriram desde 27 de janeiro, quando foram fechados dois dias depois que protestos eclodiram contra o governo de Mubarak, que já durava 30 anos, e que o tiraram do poder em apenas 18 dias, agitando o Oriente Médio.

A libra egípcia fechou em queda neste domingo, a 5,885 libras egípcias por dólar, contra 5,877 libras no encerramento anterior.

(Reportagem adicional de Sarah Mikhail, Edmund Blair, Sherine El Madany, Yasmine Saleh, Shaimaa Fayed, Marwa Awad, Dina Zayed, Tom Pfeiffer, Tom Perry, Patrick Werr, Alexander Dziadosz; Texto de Peter Millership)

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