Banda Larga cresce 40% no Brasil em 2006

A Cisco divulgou nesta quarta-feira o balanço do levantamento Barômetro Cisco de Banda Larga, que mapeia o crescimento de conexões de alta velocidade. Em sua quarta edição, o levantamento mostra crescimento de 40,1% no número de conexões banda larga no Brasil no ano de 2006, em relação a 2005. Isso representa mais de 1,6 milhão de novas conexões. Ou seja, ao final de 2006, um total de cerca de 5,7 milhões de usuários, um dos maiores contingentes de banda larga na América. Em apenas seis anos de existência (2001-2006), a banda larga no Brasil cresceu 1.639%, o que equivale a mais de 5,3 milhões de novas conexões. A demanda por maiores velocidades também aumentou no período. Os acessos banda larga com velocidades acima de 512 Kbps passaram de 21% do mercado total, em dezembro de 2005, para 37% em dezembro de 2006. Já os acessos superiores a 1 Mbps saltaram de 2% do mercado total para 22% no mesmo período. ?Este crescimento em parte se deve ao fato de que os usuários de Internet intensificaram o uso de novas aplicações que demandam velocidades maiores, como o download de música (iTunes) e serviços de vídeo pela Internet (You Tube), entre outros?, explica Pedro Ripper, presidente da Cisco no Brasil. ?As classes mais baixas, como foi mostrado em estudos do ano passado, tiveram incentivos fiscais para aquisição de PC, criando assim, maior procura pelos serviços de banda larga, um dos principais motivadores para o investimento em um computador pessoal?, conclui. Patrocinado pela fabricante de equipamentos de rede Cisco e realizado pela empresa de pesquisas IDC Brasil, o estudo é publicado a cada três meses, com o objetivo de mensurar a evolução do número de conexões e do desenvolvimento do mercado brasileiro de banda larga. ?Entendemos que a banda larga, juntamente com o foco em educação, é uma das bases de uma economia centrada no conhecimento, que alimenta o desenvolvimento e estimula melhorias em diversos setores da economia no Brasil. Muitos países ao redor do mundo, como o Chile, têm colocado banda larga entre suas principais prioridades?, diz Ripper. Competição O aumento da concorrência pela preferência do usuário banda larga, principalmente entre as operadoras de TV a cabo e as operadoras de telefonia, foi um dos principais fatores que motivaram a oferta de serviços banda larga com maiores velocidades e a expansão da base de assinantes no Brasil. A competição resultou em uma queda de preço de aproximadamente 8%, com maior incidência nas faixas superiores de velocidade. ?A partir de agora, considerando a forte correlação entre preço e demanda por serviços banda larga, serão necessários novos mecanismos para redução dos preços, incluindo benefícios fiscais, a exemplo do que o governo federal fez em relação à compra de computadores, e uma regulamentação focada para incentivar a universalização do serviço de banda larga e a utilização de novas tecnologias de acesso, tais como redes Wireless Mesh.?, diz Ripper. ?Se isso acontecer, poderemos manter o mesmo ritmo acelerado de crescimento para os próximos anos?, completa. O uso dos serviços dedicados de acesso à internet, conhecidos como IP Dedicado e focados para o segmento corporativo, registrou um crescimento de cerca de 27% de dezembro de 2005 para dezembro de 2006, representando um aumento de 18 mil novas conexões. A participação do IP Dedicado e da banda larga variou pouco. A do IP Dedicado, entretanto, teve uma queda de 0,16%, fechando o ano com 1,46% do mercado total. Como parte desta visão de promover a aceleração do crescimento de banda larga no Brasil, a Cisco propôs uma meta de alcançar 10 milhões de conexões de alta velocidade até o ano de 2010 e, assim, impulsionar o desenvolvimento econômico, a competitividade e a produtividade dos países. ?Entendemos que a banda larga, juntamente com o foco em educação, é uma das bases de uma economia centrada no conhecimento, que alimenta o desenvolvimento e estimula melhorias em diversos setores da economia no Brasil. Muitos países ao redor do mundo, como o Chile, têm colocado banda larga entre suas principais prioridades?, diz Ripper.

Agencia Estado,

28 Fevereiro 2007 | 22h24

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