Bando exige R$ 2 milhões para liberar obra

A Polícia Civil do Rio investiga uma tentativa de extorsão dos traficantes do Complexo da Maré, na zona norte da cidade, contra funcionários da construtora Queiroz Galvão, que trabalham na construção da primeira ponte estaiada do Estado. De acordo com o registro na 21.ª Delegacia de Polícia de Bonsucesso, no dia 19, dois funcionários da empresa procuraram o distrito, após sofrer durante dias ameaças dos bandidos.

AE, Agência Estado

22 de outubro de 2011 | 08h57

Eles entregaram aos agentes uma carta da Associação de Moradores da Vila do João que pedia a doação de 20 motos elétricas para uma festa de Dia da Criança. Em outra versão investigada pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), os criminosos exigiram R$ 2 milhões para permitir as obras e atiraram contra os operários que constroem a ponte sobre o conjunto de favelas.

O presidente da Associação de Moradores da Vila do João, Marcos Antônio Barcelos, disse que tudo foi um mal entendido. "Havia um pedido no papel timbrado da associação para a doação para o Dia da Criança. Nove representantes de outras associações assinaram. Não sei quem entregou, mas nunca pedimos dinheiro, mas brinquedos. Essa história de R$ 2 milhões nem ficamos sabendo."

A suposta tentativa de extorsão teria ocorrido no dia 10 e, depois disso, os funcionários da obra passaram a sofrer ameaças. No dia 14, o Bope intensificou as incursões no Complexo da Maré, especialmente nas Favelas Nova Holanda, Parque União, Rubem Vaz e Parque Maré, que estavam sob o domínio do Comando Vermelho. Desde o início das operações, dois homens foram presos e foram apreendidas duas pistolas, munições e drogas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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