Bangladesh enforca líder do partido Jamaat-e-Islami por crimes de guerra de 1971

O governo de Bangladesh enforcou o líder islamista oposicionista Muhammad Kamaruzzaman, neste sábado, por crimes de guerra cometidos durante a guerra de independência do Paquistão, em 1971, o que gerou uma reação raivosa de seus apoiadores que convocaram uma greve como protesto.

REUTERS

11 Abril 2015 | 17h15

Kamaruzzaman, de 63 anos, do partido Jamaat-e-Islami, foi enforcado na Prisão Central de Daca, depois que a Corte Suprema rejeitou seu pedido contra a pena de morte imposta por um tribunal especial para genocídio e tortura de civis durante a guerra.

Ele se recusou a implorar por perdão ao presidente. O diretor da prisão confirmou que a execução foi realizada às 10h30 (horário local).

O presidente do partido Jamaat-e-Islami, Maqbul Ahmed, disse em um comunicado: “O governo, de uma maneira muito planejada, o matou por vingança política”.

O partido declarou o domingo como um “dia de oração” por Kamaruzzaman e por paz e convocou greve geral para segunda-feira. 

A força paramilitar da Guarda de Fronteira de Bangladesh foi implantada em todo o país para conter qualquer sinal de protesto. Todas as estradas que levam até a prisão foram fechadas neste sábado e forças de segurança patrulharam a capital.

Defensores da sentença logo saudaram a execução. Em todo o país, aconteceram várias marchas pedindo a conclusão de outros casos de crimes de guerra. Manifestantes ofereceram doces uns aos outros para festejar a execução.

(Por Serajul Quadir)

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