Banqueiros resistem à restrição regulamentar sobre bônus

Banqueiros que surgiram esperando grandes bônus de anos passados terão que pensar de novo, já que apenas os com melhores desempenhos devem ser pagos em dólar.

PARITOSH BANSAL E ALEXANDER SMITH, REUTERS

28 de janeiro de 2012 | 16h02

Líderes empresariais e banqueiros no Fórum anual de Davos ficaram indiferentes às tentativas de limitar ou restringir as compensações nos serviços financeiros da indústria através de regulação.

Mas eles dizem que uma combinação de raiva pública, maior vigilância de órgãos de fiscalização, medidas mais firmes de desempenho e uma queda estrutural da rentabilidade no setor bancário no mundo pós-crise freariam os excessos do passado.

"Comparado com quatro anos atrás é noite e dia, em parte pois os reguladores estão insistindo nisso... e em parte porque o órgão supervisor dos bancos disse que temos que balancear a recompensa de nosso time sênior com a recompensa de acionistas de longo prazo. E parte disso é que o modelo de negócio mudou", disse um banqueiro sênior de investimentos em uma empresa de Wall Street.

O Royal Bank Of Scotland, em parte nacionalizado, por exemplo, disse neste sábado que o presidente do conselho, Philip Hampton, não pegaria um bônus baseado em ações, em meio a um cenário de raiva pública sobre a bonificação de 1,6 milhão de dólares para seu presidente-executivo.

Consultores estimam que o bônus para 2011 recuou cerca de 30 por cento em 2011, com pagamentos de salários caindo em grandes bancos, como Goldman Sachs e Morgan Stanley.

Os bônus de fim de ano no banco de investimentos Barclays Plc deverão ficar cerca de 30 por cento abaixo este ano, em média, disse uma fonte familiarizada com o assunto na quinta-feira.

"É claro que os bônus estão caindo, assim é a rentabilidade", disse um banqueiro europeu sênior à Reuters, no intervalo da conferência, no sábado, após uma reunião sobre o futuro dos serviços financeiros envolvendo banqueiros e reguladores.

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