Banquetes artísticos no Prado

Cumprido o roteiro básico das obras-primas da coleção real espanhola no Museu do Prado, em Madri, experimente um roteiro gastronômico: dez belos retratos do que ia à mesa - muito antes de Instagram, foodies e que tais

JOSE ORENSTEIN / MADRI, O Estado de S.Paulo

14 Março 2013 | 04h28

O Museu do Prado, em Madri, lançou em janeiro uma visita guiada destacando obras de seu acervo em que a comida figura de alguma forma. Esse roteiro de banquetes artísticos não está mais no cardápio do museu, mas damos aqui as indicações para que você o percorra por conta própria, sem se perder pelas 1.300 obras expostas de uma coleção de mais de 7 mil pinturas e esculturas.

Depois de ver As Meninas, o quadro de 1656, de Velázquez, ao vivo, em 3 m x 3 m -experiência que vale por um curso inteiro de história da pintura (qualquer faculdade de belas artes há de reconhecer a equivalência de créditos)-, conferir as Pinturas Negras de Goya, que ocupam uma sala inteira e revelam a força obscura das sombras da razão iluminista, e cumprir o roteiro básico das obras-primas da coleção real espanhola, vale embarcar numa rota particular, a gastronômica.

A comida é auspicioso norte para percorrer as salas do prédio neoclássico vizinho ao Parque do Retiro. Museus como o Prado, o Louvre, em Paris, ou o Metropolitan, em Nova York, são sempre um desafio ao visitante com pouco tempo e a ânsia do mundo em deglutir cultura. Eleger um recorte para atacá-los pode ser experiência saborosa.

Dez das obras do roteiro proposto pelo Prado estão citadas nesta página. E há ainda a sala de tesouros do delfim - o filho do rei sol francês Luís 14, que deixou 120 peças dos séculos 16 e 17, como saleiros, jarras e xícaras.

À mesa

A obra é da pintora flamenga Clara Peeters, feita entre 1610 e 1615. Uma natureza morta em que se notam um saleiro, uma taça com vinho branco, codorna, azeitonas, pão, laranja, uma faca e uma espécie de torta disposta no centro da elegante mesa.

Banquete

A tela de Botticelli, de 1483, ilustra um episódio do Decameron, de Bocaccio, 'A história de Nastagio degli Onesti'. Nastagio, de calças vermelhas, organiza um almoço na floresta para convencer sua amada a se casar com ele

Flagra

'Filopómenes descoberto', de 1609, é uma colaboração dos mestres flamengos Rubens e Snyders. A tela é baseada em história de Plutarco: o general grego corta madeira para preparar banquete com as caças e legumes à mesa

Em casa

'A volta do filho pródigo', de 1570, do italiano Bassano. Como reza o 'Novo Testamento', o filho arrependido torna ao lar, que o recebe com farto jantar- que está sendo preparado

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