Baosteel cede discretamente à alta de preço do minério no 3o tri

A Baosteel, maior siderúrgica chinesa, não concordou formalmente com o preço do minério de ferro no terceiro trimestre, mas pode ter que engolir o valor que for imposto pelas grandes mineradoras, afirmou um representante da empresa nesta sexta-feira.

REUTERS

18 Junho 2010 | 09h22

Sob condição de anonimato, o representante disse à Reuters que é muito improvável que a empresa concorde oficialmente com qualquer aumento de preços, mas que, na verdade, enfrenta poucas opções a não ser aceitar o aumento em uma "base temporária", para assegurar que seus fornos funcionem normalmente.

Enquanto a China insiste que as negociações de preço com Vale, Rio Tinto e BHP Billiton continuam, suas usinas ganharam permissão para firmar acordos "temporários", afirmou a Associação de Ferro e Aço da China este ano.

O representante da Baosteel, que participou das discussões internas da empresa sobre o preço do minério de ferro, disse que ainda não está claro quais serão os preços no terceiro trimestre e que as três grandes fornecedoras estão propondo aumentos de 20 a 30 por cento, todas com base no índice Platts de minério de ferro.

Na quinta-feira, Chen Ying, vice-presidente da Baosteel, jogou água fria nos artigos da imprensa sugerindo que a empresa já teria concordado com uma alta de 23 por cento de alta para o período julho-setembro.

"Com certeza eu não ouvi este tipo de informação, de que a Baosteel já aceitou uma alta no preço de minério de ferro de 23 por cento", teria afirmado ela.

No início do ano, as três mineradoras substituíram o sistema anual de reajuste de preços por um novo mecanismo de preços baseado em índice, e disseram que os preços em cada trimestre seriam baseados na média do mercado à vista registrada no trimestre anterior.

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