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Barbosa: 'Com a dengue não se pode comemorar nunca'

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, afirmou hoje que o número de casos da dengue no País em janeiro deste ano é bem menor do que o registrado no mesmo período do ano passado. Porém, o secretário ressaltou que a atenção deve ser permanente. "Com a dengue não se pode comemorar nunca. Os dados anteriores devem ser vistos como informações do passado. Temos que trabalhar pensando sempre no presente", disse Barbosa. O posicionamento é confirmado quando se leva em consideração que cerca de 75% dos casos da enfermidade ocorrem nos cinco primeiros meses do ano.

PEDRO DA ROCHA, Agência Estado

16 de fevereiro de 2011 | 21h09

Apesar da redução de casos, alguns Estados da região Norte e Nordeste do Brasil têm visto o aumento da doença. No Amazonas, nove cidades entraram, no último dia 10, em estado de emergência em razão da dengue. De acordo com Jarbas, uma das razões da elevação nesses Estados é um novo ciclo da dengue tipo 1, que teve um surto no começo da década de 1990 e havia sumido. "Com a volta do sorotipo 1, para o qual as novas gerações não têm defesa, o número de pessoas suscetíveis à doença aumenta", disse. Ele se refere ao fato de uma pessoa não se contaminar duas vezes com o mesmo sorotipo.

A secretaria tem feito reuniões com prefeituras, governo, centrais sindicais, representantes da sociedade civil e o poder público, para discutir ações de combate ao vírus. Na região Sudeste, a campanha segue intensificada até março, por o verão ser a estação propícia para a proliferação da doença.

Segundo Jarbas, uma das dificuldades enfrentada é a omissão da população. "Pesquisas feitas pelo Ministério apontam que cerca de 90% da população sabe como combater o mosquito transmissor, mas 50% dizem que não tomam nenhuma das medidas necessárias".

O secretário disse ainda que equipes do Ministério estão visitando as cidades com risco maior de uma epidemia da dengue - principalmente do Norte, Nordeste e o Rio de Janeiro - para verificar se o plano de contingência é suficiente para conter um eventual surto.

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