Barein repetirá julgamento de médicos em tribunal civil

O Barein anunciou na quarta-feira que 20 médicos e enfermeiros sentenciados a penas de prisão pela Justiça militar receberão novos julgamentos em uma corte civil, depois da forte reação internacional aos veredictos.

REUTERS

05 de outubro de 2011 | 20h25

No final de setembro, um tribunal militar condenou os 20 profissionais a penas de até 15 anos de prisão, sob acusações de furto e ocupações ilegais de hospitais, entre outras. Críticos disseram que os réus foram vítimas de represálias por terem socorrido manifestantes durante os protestos deste ano contra a monarquia do pequeno país insular árabe.

O órgão de direitos humanos da ONU disse na época do primeiro julgamento que os padrões judiciais internacionais não haviam sido respeitados, e a Associação Médica Mundial considerou os veredictos "totalmente inaceitáveis". Os governos dos EUA e da Grã-Bretanha, embora aliados da monarquia bahrenita, também criticaram as condenações.

Mohsen al Alawi, advogado de defesa no julgamento militar, disse que no Barein os promotores têm o direito de solicitar uma repetição do julgamento quando consideram que houve erros na sentença da primeira instância. "Isso significa que (os promotores) querem aliviar as sentenças ou anular algumas delas", afirmou Alawi à Reuters.

A monarquia sunita do Barein reprimiu com força os protestos de março, realizados principalmente por membros da maioria xiita. Tropas da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes ajudaram as forças locais na repressão, que deixou pelo menos 30 mortos, centenas de feridos e mais de mil detidos.

(Reportagem de Firouz Sedarat e Andrew Hammond)

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