Bassul espera dirigir seleção no Mundial

Futuro do técnico está indefinido. Meninas caem em chave tranquila

Fabrício Lima, O Estadao de S.Paulo

25 de novembro de 2009 | 00h00

A situação está indefinida. O técnico Paulo Bassul ainda não sabe se comandará o Brasil no Mundial da República Checa, em 2010. Com três Jogos Olímpicos no currículo, ele acredita que tem condição de ficar no comando em 2010, mas tudo só será conversado depois que a diretora Hortência Marcari retornar da Europa, aonde foi acompanhar o sorteio das chaves do Mundial.

Após o título da Copa América, em setembro, em Cuiabá, as jogadoras ficaram livres para retornar a seus clubes. Paulo Bassul, por não ter um contrato de longo prazo com a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) aguarda a decisão final sobre a escolha do técnico.

"Estou tranquilo, em um ano normal, todo mundo falaria que eu continuo sendo o técnico", garantiu. "Mas, como houve uma mudança de gestão, e não houve um compromisso de longo prazo, porque era até a Copa América e a gente ficou de sentar depois para conversar, a coisa está em suspenso. Não houve um movimento nem no sentido de dispensa nem de renovação."

Hortência, por sua vez, já declarou que vai definir em breve o nome. Ela disse buscar treinador experiente, por não contar com um elenco muito forte no basquete feminino. Se depender disso, Bassul, de 42 anos, tem chances de ficar no cargo, porque desde a década de 90 trabalha com as seleções de base e como assistente técnico na seleção adulta.

BOA CHANCE

Ontem, em Karlovy Vary, na República Checa, foram definidos os grupos do Mundial. O Brasil conseguiu o status de cabeça de chave do Grupo C, que terá Espanha, Coreia do Sul e Mali. De acordo com Bassul, foi um bom sorteio para as brasileiras. "Entre Espanha e Brasil há um equilíbrio muito grande. Já a Coreia, que é um time que aposta nos tiros de três pontos, sempre pode surpreender", explica Bassul, confiante na classificação.

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