Bate-boca marca 2º dia de julgamento de René Senna

O segundo dia de julgamento de dois homens acusados de terem executado o milionário René Senna, em janeiro de 2007, foi marcado por intenso bate-boca entre o advogado assistente da acusação, Marcos Rangoni, e o advogado Maurício Neville, que defende o ex-PM Anderson Sousa. A sessão chegou a ser interrompida pela juíza Roberta dos Santos Braga Costa, que repreendeu os advogados. A previsão é de que o julgamento termine na quinta-feira.

CLARISSA THOMÉ, Agencia Estado

07 Julho 2009 | 20h54

A confusão começou no momento em que Neville insinuou que uma das testemunhas era na verdade o assassino do milionário, que ganhou o prêmio de R$ 51,8 milhões da Mega Sena, em 2005. Rangoni interveio e lembrou aos jurados que a investigação da polícia apontava Sousa e o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira como os executores de Senna. Nesse momento, Neville chamou Rangoni de "otário". O assistente da acusação chegou a se levantar e avançar na direção de Neville, mas foi impedido por PMs. Renata Senna, única filha e herdeira do milionário, disse que a cabeleireira Adriana Almeida, acusada pela promotoria de ter encomendado a morte do marido, não cuidava bem de seu pai. Para Renata, Adriana só estava interessada no dinheiro de Senna. Ela lembrou que Adriana era mais jovem que seu pai, que já tinha tido as pernas amputadas em decorrência da diabetes. Renata acusou ainda a cabeleireira de ter afastado Senna da família.

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