Batedor de celulares é preso no Rock in Rio

No segundo Rock in Rio da sua vida, Pedro Oliveira Peres, de 16 anos, não pensou que passaria boa parte do dia no posto policial do festival tentando recuperar o seu iPhone 5. "É muito suave, eu não senti a mão dele. Só senti o celular escapando, só isso", disse Pedro, que levou uma trombada de alguém na entrada do show e só teve tempo de olhar o rosto do sujeito.

AE, Agência Estado

14 de setembro de 2013 | 19h08

Furtados pelo mesmo indivíduo, Pedro e uma amiga não esmoreceram: procuraram a polícia e contaram o que acontecera. Os policiais recomendaram que ele ficasse no local onde tudo tinha acontecido que fariam uma busca. Voltaram com um suspeito. "Não, não foi esse", disse Pedro. Aí sua amiga olhou para um grupo ali do lado e viu o sujeito no meio. "Aquele ali é igualzinho".

A polícia deteve Rodrigo Santos de Olinda Cardoso, que foi reconhecido por outras vítimas que tiveram celular e ingressos levados nos "encontrões" do funil que existe no início da Cidade do Rock. Os policiais interrogavam Cardoso. "Você tem passagem?", perguntaram. "Nada de mais não, só coisa boba...", disse o detido. "Tem passagem ou não tem passagem?", ralhou o policial.

O PM que deteve Cardoso, Michael, afirmou que o rapaz passeava tranquilamente pelo mesmo local onde realizava os furtos. Os policiais dizem que ele provavelmente tinha um cúmplice, a quem repassava os celulares. Quando foi detido, tinha apenas ingressos do festival no bolso, que dizia que eram seus.

"Ele estava parado ali, normal, como se fosse entrar no evento. Daí, fazia questão de passar pelo meio de todo mundo e esbarrar mesmo", contou uma das vítimas. "Quando eu o acusei de ter roubado nossos celulares, ele começou a tirar a roupa para provar que não tinha celular nenhum. Começou a tirar as calças, me chamando de maluca".

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