Bateria do iPhone gera segunda ação judicial nos EUA

Usuário alega que Apple e AT&T escondem custos da troca da bateria do aparelho

20 Agosto 2007 | 11h51

A Apple e a AT&T receberam na semana passada o segundo processo movido por usuários do iPhone. Como no primeiro, o problema está relacionado à bateria do aparelho.   Veja também:  Usuário processa Apple por bateria de iPhone  Primeiras contas do iPhone chegam a 300 páginas   Parecida com a primeira ação, impetrada em julho no Estado de Illinois, a nova tramita no tribunal da Califórnia. O usuário Sydney Leung alega que as empresas não informam deliberadamente os processos e custos gerados pela troca de bateria do telefone-tocador.   Ambos os processos dizem que a bateria de lítio do iPhone pode ser carregada apenas 300 vezes, obrigando usuários a comprar novas cargas antes do contrato de dois anos com as companhias terminar. Sabe-se que baterias de lítio têm vida curta, mas o que se discute nos tribunais é quão curta é a duração.   Uma vez que a bateria do iPhone acaba, consumidores devem devolver o aparelho para a Apple instalar novas. O serviço custa US$ 79, mais US$ 6,95 de frete. O serviço demora em média três dias e apaga as informações armazenadas no aparelho.   A Apple anunciou o programa de troca de baterias uma semana antes do lançamento do iPhone, em 29 de junho. Mesmo assim, reportagens anteciparam a potencial falha das baterias antes da venda do aparelho.   De acordo com o processo, Leung quer ser ressarcido no dinheiro gasto para substituir a bateria, além de multas às empresas. Seu advogado diz ser cedo para falar no valor da ação. "As baterias não são como deveriam ser", diz Max Folkenflik. "Como transformar isso num valor é o que vamos ter de avaliar."   Em 2005, a Apple compensou usuários do iPod com US$ 50 em créditos ou US$ 25 em dinheiro por causa de outra ação judicial relativa à bateria do aparelho. Na época, quem processou o iPod ganhou.   A diferença em relação ao iPhone é que os usuários do telefone assinaram contrato de prestação de serviços com a AT&T por um determinado período. Os donos de iPod, não.

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