Batizados devem levar o Evangelho a todos, diz papa

Bento XVI crê que catequização promove 'a convivência pacífica entre etnias, culturas e religiões diferentes'

Ansa,

08 de outubro de 2008 | 10h07

Anunciar o Evangelho a todos, "sem distinção de nacionalidade e de cultura", em especial aos imigrantes e às vítimas da escravidão moderna, é a missão da Igreja e de todos os batizados, assim como fez o apóstolo Paulo, disse nesta quarta-feira, 8, o papa Bento XVI em uma mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado.   No Vaticano, rabino diz que Pio XII traiu os judeus Pio XII ordenou que judeus fossem salvos, diz Vaticano   "De perseguidor de cristãos ele se transformou em apóstolo de Cristo. Guiado pelo Espírito Santo, ele se doou sem reservas para que o Evangelho fosse anunciado a todos, sem distinção de nacionalidade e de cultura. Sua vida e seus ensinamentos foram inteiramente orientados para fazer as pessoas conhecerem e amarem Jesus, porque n'Ele todos os povos são chamados para se tornar um só", disse Bento XVI.   "Esta é, ainda hoje, na era da globalização, a missão da Igreja e de todos os batizados. Missão que com atenta solicitude pastoral se dirige também ao universo dos migrantes, incluindo aqueles que são vítimas da escravidão moderna", afirmou o papa.   Bento XVI pediu dessa forma que "toda a comunidade cristã" divulgue a mensagem da salvação com o mesmo comportamento e o mesmo fervor do Apóstolo dos gentios, "tendo em conta as diversas situações sociais e culturais, e as dificuldades específicas de cada um em conseqüência da condição de migrante e de itinerante".   Que o exemplo de Paulo "seja também para nós um estímulo para nos tornar solidários com nossos irmãos e nossas irmãs e para promover, em todos os cantos do mundo e com todos os meios, a convivência pacífica entre etnias, culturas e religiões diversas", continuou o Pontífice.   Uma missão cujo motor é a comunhão com Cristo e com seu sofrimento, e que abraça um modelo de Igreja "não excludente, mas aberta a todos, formada por fiéis sem distinção de cultura e de raça", defendeu o Papa.   "Não é, no entanto, possível realizar esta dimensão de acolhimento fraterno recíproco sem a disponibilidade em escutar e acolher a palavra anunciada e praticada", e por isso, "quanto mais a comunidade está unida a Cristo, mais ela se torna solícita na relação com o próximo, deixando de lado o julgamento, o desprezo e o escândalo, e se abrindo para o acolhimento recíproco", um "tesouro de irmandade" que torna os cristãos "solícitos na hospitalidade", disse.

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