BC vê 'margem residual' para flexibilização,mas ressalta cautela

O Banco Central avalia que existe uma "margem residual" para a flexibilização monetária, mas será bastante cauteloso em suas decisões para garantir a convergência da inflação para metas.

REUTERS

18 de junho de 2009 | 09h09

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC disse em sua última ata, divulgada nesta quinta-feira, que a com o juro em patamar recorde de baixa, a preservação do cenário inflacionário benigno depende de uma monitoração cautelosa do sistema financeiro e da economia.

O BC também disse que o desaquecimento da demanda interna gerou uma importante margem de ociosidade que não deve ser eliminada rapidamente e que tal movimento reduziu as pressões inflacionárias.

Sobre a economia, a ata apontou que as perspectivas melhoraram desde a última reunião, em abril, mas que as influências contracionistas da crise sobre economia interna podem se mostrar persistentes.

"A despeito de haver margem residual para um processo de flexibilização, a política monetária deve manter postura cautelosa, visando assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas", avaliou o BC.

"O Copom entende, também, que a preservação de perspectivas inflacionárias benignas irá requerer que o comportamento do sistema financeiro e da economia sob um novo patamar de taxas de juros seja cuidadosamente monitorado ao longo do tempo."

(Reportagem de Vanessa Stelzer)

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