B&A, de Agnelli, faz proposta para adquirir Rio Verde

A B&A Mineração, empresa do ex-presidente da Vale Roger Agnelli com o banco BTG Pactual, fez uma proposta para adquirir a totalidade da Rio Verde Mineração, empresa canadense com projetos de fertilizantes no Brasil.

SABRINA LORENZI, Reuters

04 Dezembro 2012 | 21h00

A empresa de Agnelli, que já possuía 30 por cento do capital da Rio Verde, propõe comprar os 70 por cento restantes, disse à Reuters nesta terça-feira uma fonte com conhecimento do assunto.

"A Rio Verde formou uma comissão especial e contratou assessores financeiros e legais para proporcionar apoio com o processo", informou a empresa em um comunicado assinado na segunda-feira.

O valor da negociação não foi informado. A B&A não foi encontrada para comentar as informações.

A Rio Verde explora jazidas de fosfato no Pará, Maranhão e no Ceará. Também possui reservas de potássio no Sergipe, no município de São Cristóvão, onde pesquisas mostraram um bom potencial para o mineral.

A empresa anunciou no final do ano passado que poderá começar a exploração das jazidas descobertas no final de 2013. O potencial é de uma produção de até 600 milhões de toneladas de minério de potássio a partir das lavras de silvinita e carnalita.

O BTG Pactual, maior banco de investimento independente do Brasil, e Agnelli anunciaram em julho uma associação para atuar no setor de mineração, com investimentos de até 520 milhões de dólares para financiar o desenvolvimento e o crescimento do negócio por meio de aquisições e projetos.

Além de comprar uma participação na Rio Verde, a mineradora de Agnelli teria feito oferta para comprar a fatia da BHP Billiton no projeto Nimba, de minério de ferro, na Guiné, disseram fontes familiarizadas com o assunto em novembro.

A empresa de Agnelli estaria atuando como conselheira do governo da Guiné num momento em que os governantes reavaliam o processo de concessão das jazidas de Simandou, uma gigantesca reserva de minério de ferro cujos direitos de exploração estão sendo questionados.

A Vale, uma das empresas com participação no negócio, decidiu retirar o projeto do seu plano de negócios.

Dois anos atrás, à frente da Vale, Agnelli empurrou a mineradora gigante para a Guiné, para uma controversa aquisição de participação em ativos de minério de ferro que incluíam blocos do depósito de Simandou confiscados da rival Rio Tinto pelo governo.

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