Beagle resgatado não estava à venda, corrige Instituto Royal

Instituto afirmou em um primeiro momento que cão recuperado no final de semana, em Valinhos, no interior de São Paulo, havia sido anunciado no Mercado Livre

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

29 Outubro 2013 | 12h53

SÃO PAULO - O cão da raça beagle resgatado numa casa em Valinhos, interior de São Paulo, no final de semana, não estava à venda no site Mercado Livre, conforme havia informado a assessoria de imprensa do Instituto Royal, de São Roque. Em nota distribuída no domingo, o Instituto afirmara que o animal havia sido apreendido por determinação judicial após ser colocado à venda por R$ 2,7 mil. Em outra nota distribuída nesta terça-feira, 29, o Instituto reconhece o equívoco e pede a retificação da informação divulgada anteriormente pela assessoria.

"Sem prejuízo, é fato notório que cães subtraídos ilegalmente do Instituto Royal foram oferecidos à venda por meio de sites da internet. O Instituto Royal continuará tentando determinar a origem desses animais para que possam ser resgatados de maneira apropriada", informa a nota.

A afirmação do instituto de que o beagle apreendido era o mesmo oferecido no site Mercado Livre provocou reações dos ativistas, já que a foto do cão supostamente posto à venda mostrava um animal diferente daquele apreendido em Valinhos. A família que estava com o cão, e que pretendia adotar o animal, também contestou a informação sobre a suposta venda. O Instituto informou que esta foi a primeira vez que o resgate de um animal subtraído de suas instalações pode ser realizado.

A confirmação de que se trata de um cão retirado do centro de pesquisas foi feita através da leitura do chip. O juiz de Valinhos que autorizou a apreensão também determinou que o processo corra em segredo de Justiça. Desde a última sexta-feira, o alvará de funcionamento do instituto está suspenso pela prefeitura de São Roque pelo prazo de 60 dias. O Ministério Público investiga a instituição por suspeita de maus tratos aos animais. No dia 18, ativistas invadiram o instituto e retiraram 178 cães da raça beagle, usados para teste de medicamentos.

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