Bebê resgatado na Marginal precisará de transplante

Portadora de atresia das vias biliares, uma doença genética rara que provoca a obstrução das vias biliares e a destruição dos tecidos do fígado, Jessica Inácio de Souza, de 8 meses, precisará de um novo órgão. A menina foi resgatada na tarde de anteontem pelo helicóptero Águia da PM, depois que a ambulância que a transportava ficou ilhada por causa da chuva que atingiu São Paulo.Segundo os médicos do Hospital A.C. Camargo que a atenderam ontem, Jessica nasceu com a doença e o transplante é a única forma de curá-la. De acordo com superintendente de Operações do hospital, Carlos Lotfi, a atresia costuma se manifestar nos primeiros meses de vida do bebê. Após o transplante, o índice de sobrevivência é de 87%.Ontem, Jessica passou por consulta com a pediatra Gilda Porta, especialista em hepatologia do A.C.Camargo. A mãe da menina, Odéia Inácio de Souza, de 34 anos, disse aos médicos que está disposta a doar parte do fígado. Caso haja compatibilidade, os pais podem doar parte do fígado para os filhos, numa doação conhecida como intervivos. Se isso ocorrer, Jessica não precisará ir para a fila de transplantes, em que o tempo de espera depende da gravidade. A fila no Estado tem 3.800 pacientes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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