Beltrame depõe como testemunha de PMs no caso João Roberto

Secretário de Segurança do Rio disse que ação dos policiais não foi compatível com ensinamento da corporação

Talita Figueiredo, O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2008 | 20h15

Arrolado como testemunha de defesa dos dois policiais militares que mataram por engano o menino João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, em julho, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, afirmou nesta segunda-feira, 29, ao juiz Daniel Schiavoni Miller, do 2.º Tribunal do Júri do Rio, que a atitude dos dois policiais militares não "foi compatível com o ensinamento dado aos policiais militares" no centro de treinamento da PM.  A intenção da defesa era demonstrar que a desastrosa ação dos policiais militares aconteceu em razão da falta de treinamento. Segundo Beltrame, no entanto, ao cabo William de Paula e ao soldado Elias Gonçalves da Costa Neto "treinamento não faltou, critério sim". Os dois PMs perseguiam um carro que havia acabado de ser roubado na Tijuca, zona norte do Rio, e confundiram o carro da mãe do menino, Alessandra Soares, com o dos bandidos. O carro dela foi atingido por 17 tiros e João Roberto foi atingido na cabeça.

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