Beltrame reclama de libertação de bicheiros presos

Um dia após a divulgação de que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a libertação de 20 acusados de envolvimento com o jogo do bicho no Rio de Janeiro, o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, criticou a legislação penal, que tipifica o jogo como contravenção e não crime.

FÁBIO GRELLET, Agência Estado

08 Maio 2012 | 18h48

"É muito desgastante para as polícias e para a sociedade ver esses criminosos sendo presos várias vezes e, depois de algum tempo, eles conseguirem de volta sua liberdade para cometer novos crimes", disse Beltrame. "Se o bicho e a milícia forem tipificados de forma clara e direta no Código Penal, todas as polícias do Brasil terão muito mais agilidade e eficiência na prisão de bicheiros e milicianos. E, depois de presos, esses criminosos não terão tanta facilidade para conseguir sua libertação pelas vias legais, como vem acontecendo há anos", afirmou o secretário, em nota.

"A Secretaria de Segurança e as polícias Civil e Militar (do Rio) continuarão seu esforço para combater e enquadrar legalmente o jogo do bicho e outros crimes normalmente realizados pelos bicheiros, como contrabando, jogos ilegais de caça-níqueis, extorsão, formação de quadrilha, manipulação dos resultados dos sorteios, ameaças e violências físicas contra inocentes e até assassinatos", diz a nota da Secretaria de Segurança.

Entre os 20 beneficiados por decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, estão o patrono da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis Aniz Abraão David, o Anísio, Aílton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, seu sobrinho Júlio César Guimarães Sobreira e Antônio Petrus Kalil, o Turcão. Eles haviam sido presos pela Polícia Federal em 13 de março, na Operação Hurricane, acusados de compor a cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro.

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