Bens de capital preocupam e grupo da crise volta a se reunir

O governo ainda está preocupado com os efeitos da crise global sobre alguns setores da economia, principalmente o de bens de capital, e se reunirá na próxima semana para discutir a necessidade de novas medidas, afirmou o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.

REUTERS

06 Agosto 2009 | 17h03

Segundo ele, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, convocou uma reunião do grupo de acompanhamento da crise criado pelo governo.

"A área com que estamos mais preocupados é a de bens de capital... nós vimos que o investimento recuou muito no fim do ano passado e no primeiro trimestre deste ano", disse Coutinho nesta quinta-feira, após evento na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Ele lembrou que foram lançadas medidas para reativar as decisões de investimentos, mas que é preciso um tempo maior para que surtam efeito. "Estamos analisando os primeiros resultados, mas precisamos de pelo menos mais um trimestre de avaliação", informou.

Entre as medidas anunciadas recentemente pelo governo está a redução da TJLP, usada nos financiamentos do BNDES, e de outras linhas do banco de fomento, além de uma equalização de juros pelo Tesouro Nacional.

Coutinho explicou que um dos fatores fundamentais é o crescimento da utilização da capacidade industrial, que dará sustentabilidade ao crescimento da economia brasileira sem pressão de preços.

"A esperança é que a utilização da capacidade já tenha subido o suficiente para deflagrar decisões generalizadas de investimento e, com isso, a formação de capital volte a crescer, liderando o crescimento do PIB", disse o executivo.

Nesta quinta-feira, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que o uso da capacidade instalada interrompeu em junho a trajetória de crescimento dos últimos quatro meses ao apontar 79,3 por cento, ante 79,8 por cento em maio.

(Por Denise Luna)

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