Osservatore Romano/Reuters
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Bento XVI pede solução diplomática para Líbia

Na bênção urbi et orbi de Páscoa, Papa recordou conflitos recentes nos países da África e do Oriente Médio, além das vítimas do Japão

, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2011 | 00h00

CIDADE DO VATICANO

Em sua tradicional mensagem pascal, o papa Bento XVI pediu que, na Líbia, "as armas cedam lugar à diplomacia e se favoreça o acesso das ajudas humanitárias a quantos sofrem as consequências da guerra".

Bento XVI também voltou seu olhar para os povos da África do Norte e do Oriente Médio, manifestando o desejo de "que todos os cidadãos - de modo particular os jovens - se esforcem por construir uma sociedade onde cada decisão política seja inspirada pelo respeito da pessoa humana". Dirigiu um apelo aos demais países, especialmente os europeus, para que acolham refugiados dos países africanos.

Na sua mensagem, o papa recordou a necessidade de um "caminho de reconciliação e perdão" para a Costa do Marfim, país que submerge em uma violenta guerra civil. Bento XVI lembrou também as famílias que sofrem as consequências do terremoto no Japão.

A mensagem foi lida na varanda da Basílica de São Pedro para cerca de 100 mil pessoas, na tradicional bênção urbi et orbi ("à cidade de Roma e ao mundo", na tradução para o português), que costuma acontecer duas vezes por ano: na Páscoa e no Natal.

A bênção ocorreu logo depois da missa pascal celebrada pelo papa na Praça de São Pedro.

Em sinal de solidariedade e acolhendo o pedido do papa, dezenas de italianos levaram comida, fraldas e leite para famílias de ciganos que vivem em um campo de refugiados improvisado dentro da Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma. / AP

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