Berlusconi enfrenta votação decisiva e pressão por renúncia

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, enfrenta nesta terça-feira forte pressão para renunciar, num dia em que o Parlamento se reúne para uma votação crucial sobre finanças públicas, a qual poderá levar à queda de seu governo se um número suficiente de deputados de seu partido se voltarem contra ele.

REUTERS

08 de novembro de 2011 | 07h32

Berlusconi vem negando os rumores de que sua renúncia seja iminente num momento em que luta para manter unida sua coalizão de centro-direita, mas a crescente incerteza política agravou a turbulência na economia europeia, afetando os mercados na segunda-feira.

"Não estou saindo", era a manchete do jornal Il Giornale, fanaticamente pró-Berlusconi, de propriedade do irmão dele. O diário o comparou a Jesus e seus detratores, a Judas. "Quero olhar na cara aqueles que me traem", disse Berlusconi, segundo o jornal.

A possibilidades de derrota na votação pareciam ter diminuído porque a oposição de centro-esquerda pode se abster, para destacar a falta de apoio a Berlusconi e evitar obstruir a ratificação das contas públicas de 2010, uma medida essencial para o país.

Guido Crosetto, um subsecretário do governo, declarou a um programa de TV que acredita que o governo conseguiria vencer na votação desta terça-feira, mas disse estar pessimista sobre por quanto tempo poderia durar depois disso.

A oposição de centro-esquerda está preparando uma moção de não- confiança para ser apresentada dentro de alguns dias no Parlamento.

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