Biblioteca de Mindlin abre para o público

Com a presença da ministra da Cultura, Marta Suplicy, e do secretário de Cultura do Estado, Marcelo Araújo, foi inaugurada ontem a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, prédio que ocupa área de 20 mil metros quadrados na Cidade Universitária.

O Estado de S.Paulo

24 de março de 2013 | 02h07

Doada em 2006 à Universidade de São Paulo (USP) pelo casal de bibliófilos que dá nome a ela, a biblioteca com 32 mil títulos (60 mil volumes) recebeu no dia de sua abertura mais de 500 convidados, entre eles o diretor da Biblioteca Nacional, Galeno Amorin, que tem feito um trabalho conjunto com a nova instituição para digitalizar seu acervo.

A ministra da Cultura disse ao Estado que o apoio à biblioteca de Mindlin para sua difusão na plataforma digital vai continuar. Por enquanto, segundo o diretor da Brasiliana, Pedro Puntoni, já estão disponíveis 3.600 títulos online, ou seja, quase a décima parte do acervo, que tem obras raras como a primeira edição de Os Lusíadas, de Camões, e os originais corrigidos de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa

Os 100 livros mais representativos da Biblioteca Mindlin estão expostos em mostra temporária que reúne preciosidades como os manuscritos originais dos escritores José de Alencar e de Graciliano Ramos.

Professor emérito da USP, Antonio Candido definiu a nova biblioteca como um dos mais importantes patrimônios da universidade, destacando o papel de José Mindlin como "ativista cultural" que deixou não só sua biblioteca como legado, mas "um exemplo de prestador de serviços à comunidade." ANTONIO GONÇALVES FILHO

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