Bill Clinton se diz surpreso por divisões no Haiti

O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton afirmou nesta quarta-feira que a falta de cooperação entre políticos do Haiti, grupos de assistência e líderes empresariais está prejudicando os esforços em prol da nação caribenha.

JOSE, REUTERS

08 Julho 2009 | 22h58

Clinton, em sua primeira visita ao país desde que nomeado enviado especial das Nações Unidas ao Haiti, se disse otimista em relação ao futuro, mas surpreso pela persistente divisão entre setores privado, público e as organizações não-governamentais.

"A coisa mais surpreendente para mim é o quão pouco os investidores, todos os elementos do governo, incluindo o Legislativo, e as ONGs parecem ter ensinado e aprendido um com os outros", afirmou Clinton a jornalistas ao final de uma visita de dois dias.

País mais pobre das Américas, o Haiti tem lutado para implantar instituições democráticas e um clima favorável de investimento, depois de décadas de ditadura e regime militar.

A nomeação de Clinton pelas Nações Unidas, centenas de milhões de dólares em promessas de doação, corte de dívidas pelo Banco Mundial e por outros credores têm aumentado as esperanças no país.

Nesta quarta-feira, Clinton encontrou-se com líderes empresariais, autoridades governamentais e grupos da sociedade civil, depois de na terça-feira ter visitado a cidade de Gonaives, onde enchentes mataram no ano passado centenas de pessoas.

Ele prometeu fazer o possível para arrecadar os recursos que o Haiti precisa para reformar a sua infra-estrutura, sistemas educacional e de saúde, mas pediu que os haitianos resolvam as suas diferenças.

"Se é uma questão de dinheiro, esse é meu problema, mas, se não é dinheiro, isso é algo que os haitianos têm que resolver entre eles", declarou. "Isso é um pouco surpreendente para mim, mas todo mundo está com vontade de fazer."

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