Biomimética rende dois IgNobeis para cientistas japoneses

Um grupo de pesquisadores japoneses recebeu neste ano seu segundo IgNobel, premiação, que, segundo seus idealizadores, busca chamar atenção para "descobertas que fazem as pessoas rir primeiro e pensar depois".

CARLOS ORSI, ESTADÃO.COM.BR, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2010 | 00h00

Em 2008, os japoneses foram agraciados com o prêmio de Ciência Cognitiva pela descoberta de que um tipo de ameba que forma camadas gelatinosas - parecidas com limo - também é capaz de resolver labirintos.

Toshiyuki Nakagaki e Atsushi Tero receberam agora a honraria na categoria de Planejamento de Transportes, como membros da equipe que usou o mesmo micróbio para determinar de rotas mais eficientes para o metrô de Tóquio.

O princípio é simples: alimentos são colocados sobre um mapa, no lugar onde estão marcadas as estações de metrô. O organismo cresce sobre a superfície e começa a procurar alimentos. De forma surpreendente, ele sempre descobre o melhor caminho entre as estações para obter o alimento.

Em tese, bastaria construir os túneis segundo a rede desenhada pelos micro-organismos para contar com o percurso mais curto entre todas as estações.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.