Bird cobra providências na Linha 4, antes de liberar verba

Banco Mundial cobra proteção ao meio ambiente durante a construção dos 12,8 km da Linha Amarela

Eduardo Reina, de O Estado de S. Paulo,

05 Novembro 2008 | 09h21

O Banco Mundial (Bird) cobrou providências do Metrô de São Paulo sobre medidas adotadas até agora para proteção ao meio ambiente durante a construção dos 12,8 quilômetros da Linha 4-Amarela, antes de liberar a segunda fase de financiamento - de US$ 209 milhões. O empréstimo deverá ter vencimento em 15 anos, com cinco anos de carência para o pagamento. O documento foi emitido em 28 de outubro e indaga sobre o que foi feito para evitar contaminação da água no lençol freático, poluição ambiental, sonora e do ar. Os técnicos do Bird querem saber detalhes das alterações nos padrões de ruído, nos níveis de vibração e na estabilidade do solo, além da destinação de resíduos e efluentes produzidos nas várias frentes, entre outros itens. A gestão ambiental da Linha 4 apresenta um conjunto de atividades técnico-gerenciais para atenuar os impactos ambientais e preservar o patrimônio natural.Desde abril de 2006, quando tiveram início, as obras já causaram 783 danos em imóveis nas vizinhanças. São desde casos de simples trincas e vazamentos até ocorrências um pouco mais graves, que provocaram a remoção dos moradores. Desse total de casas danificadas, 36 passaram por reparos mais de uma vez. A construção foi palco do maior acidente do metrô de São Paulo, com o desabamento das obras da futura Estação Pinheiros, em janeiro de 2007, quando sete pessoas morreram soterradas. O Metrô informou, por meio da Assessoria de Imprensa, que a solicitação do Banco Mundial, de aprofundamento de informações, "visa a aprimorar as análises e o acompanhamento por parte dos órgãos envolvidos". Essas análises são feitas por meio de fiscalizações em frentes de obra e relatórios periódicos. O governo paulista alega ainda que todas as medidas ambientais relativas às obras da Linha 4 são adotadas e executadas de acordo com a legislação vigente. O Consórcio Via Amarela, responsável pela construção, informou não saber do pedido do Banco Mundial. var keywords = "";

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