Bisfenol A afetaria psique de meninas

Estudo realizado nos EUA sugere que meninas expostas a níveis elevados de bisfenol A (BPA) no útero tiveram mais problemas de comportamento, ansiedade e hiperatividade que as que estiveram contato com pequenas quantidades. A substância é usada para fazer plásticos e está em embalagens e mamadeiras.

NOVA YORK , O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2011 | 03h04

A constatação não prova que as mães que têm mais contato com BPA colocam as filhas em risco. E não havia ligação entre a quantidade de BPA na urina das grávidas e os problemas comportamentais dos meninos.

Embora quase todas as mulheres e crianças tivessem BPA na urina, "a maioria das crianças tinha desenvolvimento normal e não cumpriu todos os critérios para problemas de comportamento", disse o autor do estudo, Joe Braun, da Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston.

Braun e colegas recolheram amostras de urina de 244 grávidas para medir as concentrações de BPA. Também mediram os níveis nas crianças a cada ano. Os pais foram questionado sobre o estado emocional do filho quando ele tinha 3 anos.

Quase todas as mulheres tinham BPA na urina, em concentração média de 2 microgramas por litro. Para cada aumento de dez vezes na concentração na gravidez, as meninas - e não os meninos - atingiram níveis significativamente mais altos nos testes de ansiedade e tiveram pior controle emocional. / REUTERS

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