Bispo repudia crimes, mas critica imprensa

O arcebispo de Brasília, d. João Braz de Aviz, repudiou ontem os crimes de pedofilia cometidos por bispos e sacerdotes, mas criticou os meios de comunicação por "demonizar" a Igreja Católica com uma "insistência virulenta". As declarações foram dadas durante a missa de comemoração dos 50 anos de Brasília na Esplanada dos Ministérios.

Leandro Colon de Brasília, O Estado de S.Paulo

22 Abril 2010 | 00h00

Inicialmente, d. João condenou os crimes de pedofilia no Brasil e em outros países. "A Igreja Católica apresenta neste momento, no Brasil e no mundo, a sua face pecadora", disse. "O papa Bento XVI veio a público, reconhecendo a situação, pedindo perdão às vítimas e, ao mesmo tempo, colocando à disposição dos responsáveis pela lei os criminosos, mesmo sendo eles sacerdotes e bispos. É uma posição humilhante descobrir essa ambiguidade em pessoas com uma missão tão alta", afirmou.

Logo depois, passou a criticar a imprensa. "Sabemos que o problema não existe apenas na Igreja Católica. E essa insistência virulenta da imprensa não tem apenas o zelo pela verdade como sua prerrogativa", disse. Ele fez referências à atuação dos meios de comunicação em relação ao sexo. "Não seria o caso de os grandes meios de comunicação, que hoje insistem em demonizar a Igreja, perguntarem-se sobre suas responsabilidades quando insistem em divulgar uma afetividade e uma sexualidade humanas privadas de qualquer limite e pregadas já por décadas?"

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