'Black Friday' chinês tem venda recorde de US$ 9,3 bilhões

'Black Friday' chinês tem venda recorde de US$ 9,3 bilhões

Festival de promoções do gigante Alibaba para consumidores de mais de 200 países ficou bem acima dos US$ 5,9 bilhões vendidos em 2013

Reuters e Agência Estado - Atualizado às 17h10

11 Novembro 2014 | 11h46

HANGZHOU, China - As vendas da gigante online Alibaba no Dia dos Solteiros ultrapassaram os US$ 9 bilhões nesta terça-feira, 11. A cifra reflete o poder de compra dos chineses e a importância do evento no calendário do varejo asiático, embora a taxa de crescimento das vendas tenha sido menor que a do ano passado.

No total, as transações no site totalizaram US$ 9,3 bilhões até as 16h (horário de Brasília), um crescimento de 58% em comparação com o feriado de 2013. No ano passado, as transações somaram US$ 5,9 bilhões, um aumento de mais de 80% em relação ao ano anterior.

O evento deste ano foi global, com a participação de consumidores de mais de 200 países. Segundo o Alibaba, 42,6% de todas as transações desta terça-feira foram realizadas por meio de aparelhos móveis, bem mais que a proporção de 21% do ano passado.

A recente abertura de capital do Alibaba na bolsa dos Estados Unidos, há oito semanas, parece haver tranquilizado os dirigentes da empresa. A estreia do Alibaba em Wall Street fixou um novo recorde para uma abertura de capital, atingindo o valor de US$ 25 bilhões.

Jack Ma, o presidente executivo habitualmente muito loquaz, manteve-se à distância do evento desta terça-feira e limitou-se a oferecer uma entrevista na cadeia estatal chinesa de televisão(CCTV).
 
A empresa converteu a celebração do Dia dos Solteiros, no dia 11 de novembro, em um festival de liquidações online a partir de 2009. A gigante chinesa comprou os direitos para o termo "duplo 11" três anos depois de reconhecer o seu potencial comercial.

"Estamos vendo como se comporta o poder de compra do consumidor chinês", disse Joe Tsai, vice-presidente executivo do Alibaba. "Realmente estamos sendo testados em algo histórico, porque estamos vendo uma mudança na economia desde o tempo do centralismo estatal na China até a era do consumo", disse.

(Com informações da Dow Jones Newswires)

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