Blatter repete alerta a Brasil, mas aposta em Copa 'excepcional'

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, voltou a alertar nesta quarta-feira que o Brasil tem trabalho pela frente a fazer na preparação para a Copa do Mundo de 2014, mas, numa abordagem mais conciliadora com as autoridades brasileiras, demonstrou confiança na realização de um Mundial de sucesso.

PEDRO FONSECA, REUTERS

27 de julho de 2011 | 14h03

A Fifa criticou repetidas vezes o andamento dos preparativos do Brasil no últimos meses, principalmente quanto a estádios e aeroportos. No entanto, Blatter e o secretário-executivo da entidade, Jêrome Valcke, amenizaram o discurso antes do primeiro evento oficial da Copa, o sorteio das eliminatórias mundiais, que acontecerá no sábado no Rio de Janeiro.

"Naturalmente, se olharmos para a preparação do Brasil, nós precisaremos, na realidade dos fatos, ver que ainda existe algum trabalho a ser feito", disse Blatter, que no entanto destacou a força da economia brasileira como uma prova da capacidade do país de organizar o evento.

"O governo, o ministro do Esporte e a presidente Dilma Rousseff estão confiantes, e eles estão confiantes porque tudo é baseado na certeza de que a Copa do Mundo mais uma vez será um sucesso. Se você olhar agora para a economia do Brasil, verá que é a 7a maior do mundo", acrescentou o dirigente.

"A Fifa e o comitê organizador local estão em contato constante e posso dizer que o Brasil e a Fifa juntos vão entregar uma Copa do Mundo excepcional em 2014", disse.

Em março, Blatter havia dito que o Brasil estava bastante atrasado em relação à preparação da África do Sul para a Copa de 2010 e cobrou maior velocidade dos organizadores.

As críticas de Valcke, que será o principal executivo da Fifa para o Mundial no Brasil, foram ainda mais duras. O dirigente francês afirmou no mês passado que o Brasil não tinha nada pronto em termos de estádios, transporte e aeroportos. Agora, no entanto, ele também repetiu a confiança de Blatter com relação ao evento.

"Todos os estádios estarão prontos para a Copa do Mundo. Ainda há um grande trabalho pela frente, mas agora estamos trabalhando com os organizadores e as cidades para garantir que estádios, aeroportos e todo o resto esteja pronto antes da Copa do Mundo", disse ele.

A mudança de postura da Fifa acontece depois que os organizadores brasileiros resolveram as pendências de seu último estádio, o do Corinthians, que agora já tem um contrato de construção e está com obras em andamento.

Em termos de infraestrutura, o governo anunciou que fará a concessão à iniciativa privada dos maiores aeroportos do país, com previsão de término das reformas e ampliações antes da Copa do Mundo. Segundo o governo, serão investidos 14 bilhões de dólares em infraestrutura de transportes, aeroportos e estádios para o Mundial.

Na maioria dos 12 estádio, no entanto, as obras estão atrás do cronograma e precisarão de turnos extras para estar prontas a tempo, como no caso do Maracanã.

A Copa do Mundo será realizada de 12 de junho a 13 de julho de 2014. Em 2013 o Brasil vai receber a Copa das Confederações de 13 a 30 de junho.

(Reportagem adicional de Mike Collett)

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