Bloco europeu adia plano ambiental por causa da crise

Estimativa era de que os investimentos para emitir menos CO2 seriam equivalentes a 44 bilhões por ano

AE, Agência Estado

03 Novembro 2008 | 07h49

Os 27 países do bloco europeu decidiram neste fim de semana adiar até 2015 as novas regras pró-clima voltadas a carros fabricados e vendidos na Europa. A decisão foi um reflexo da crise econômica mundial. As montadores recentemente passaram a anunciar fechamento de fábricas no continente e somam prejuízos. A estimativa era de que os investimentos para emitir menos CO2, o principal gás-estufa, seriam equivalentes a 44 bilhões (cerca de R$ 120 bilhões) por ano.       Veja também: Crise financeira não afasta nações do Fundo Amazônia, diz Minc Cientista teme efeito devastador da crise financeira O plano para a redução das emissões havia sido apresentado no fim de 2007. Os gases emitidos pelos carros é um dos principais pontos da meta que pretendia reduzir em 20% as emissões de CO2 na atmosfera até 2020. Também foi proposta uma utilização de 20% de energias renováveis e uma economia de 20% no uso de energia em geral. O governo francês, que preside o bloco até o fim do ano, terá de chegar a um acordo sobre como será o pacote ambiental da Europa até a reunião da cúpula, dia 12 de dezembro. Nestas seis semanas, Paris terá de convencer indústrias e setores inteiros a aceitar a conta de uma reconversão de todo o sistema de produção. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.