'Bloco Vermelho' vence eleição na Dinamarca e premiê renunciará

O primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, admitiu nesta quinta-feira a derrota nas eleições parlamentares para o "Bloco Vermelho" e disse que vai deixar o cargo na sexta-feira.

REUTERS

15 de setembro de 2011 | 19h43

"Amanhã vou entregar minha renúncia à rainha. Não há mais base para continuar no governo", afirmou Rasmussen à TV2 News.

O "Bloco Vermelho", de centro-esquerda, venceu as eleições, e a social-democrata Helle Thorning-Schmidt vai se tornar a próxima premiê, a primeira mulher a ocupar esse posto, depois que Rasmussen reconheceu a derrota.

A ala de Thorning-Schmidt terá maioria de até cinco cadeiras no Parlamento de 179 lugares -- o resultado final depende da Groenlândia, que faz parte do Reino da Dinamarca.

O "Bloco Azul", de centro-direita, estava no poder há 10 anos.

A situação econômica foi a questão principal da campanha, com os partidos da coalizão governista, como outros na Europa, sob pressão diante da pior crise na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

A Dinamarca foi poupada de muitos dos traumas sofridos pelos países do oeste europeu porque continua fora da zona do euro. Isso significa que ela não está envolvida no resgate de países endividados como a Grécia, uma questão que provocou a ira popular na vizinha Alemanha.

Mas a crise econômica transformou o saudável superávit dinamarquês em déficit, que deve subir para 4,6 por cento do PIB no próximo ano.

(Reportagem de Terje Solsvik)

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