BNDES aprova R$3,9 bi para logística da Vale

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de 3,9 bilhões de reais para a mineradora Vale realizar investimentos em logística nos Estados do Maranhão e Pará, informou a instituição de fomento nesta quinta-feira.

Reuters

23 de agosto de 2012 | 10h45

Os recursos serão destinados à implantação do projeto Capacitação Logística Norte (CLN), criado para ampliar a capacidade de transporte e embarque de minério de ferro do Sistema Logístico da Vale, que abrange a Estrada de Ferro Carajás (EFC) e os terminais ferroviário e marítimo.

Num primeiro momento, a capacidade da EFC aumentará das atuais 130 milhões de toneladas por ano para 150 milhões de toneladas, chegando a 230 milhões no futuro.

Os investimentos em logística integram os planos da mineradora de ampliar a capacidade de produção na região de Carajás, no Pará, com atividades em Serra Sul, o maior projeto da Vale, que terá capacidade nominal de 90 milhões de toneladas.

A Vale, porém, teve que entrar em uma disputa na Justiça do Maranhão para liberar o projeto, uma vez que uma decisão judicial suspendeu a continuidade da duplicação da ferrovia, bem como o processo de licenciamento ambiental do projeto.

O BNDES financiará 52,3 por cento do projeto, que terá investimentos totais de 8 bilhões de reais e contempla a duplicação de aproximadamente 115 quilômetros da EFC; a aquisição de locomotivas e vagões; a construção de um novo berço de atracação (berço sul do Píer IV); e a ampliação da retroárea do terminal marítimo de Ponta da Madeira, no Maranhão.

Segundo nota da Vale divulgada ao mercado nesta quinta-feira, o início das operações está previsto para o primeiro semestre de 2014.

A expansão logística aumentará a competitividade da empresa no setor, destacou o BNDES em nota.

"O Brasil é o segundo maior produtor de minério de ferro do mundo, e os corredores de ferrovias e portos são um diferencial importante na redução de custos do minério, já que as minas de Carajás estão geograficamente distantes dos grandes consumidores asiáticos, sobretudo China e Japão", disse o banco em nota.

Segundo o BNDES, o financiamento ao projeto CLN 150 Mtpa terá impactos diretos sobre a produção da indústria brasileira de máquinas e equipamentos —-com encomendas de vagões a fornecedores nacionais-— e no crescimento do emprego na região.

"Quinze mil postos de trabalho serão criados durante a execução das obras e 1,6 mil empregos diretos e indiretos deverão ser gerados na fase de operação logística."

(Por Sérgio Spagnuolo e Roberto Samora)

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