BNDES destina R$10 bi para giro, empréstimo-ponte e exportação

Os 10 bilhões de reais disponibilizados pelo governo ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para enfrentar a escassez de crédito no Brasil serão utilizados para financiar exportações, capital de giro de pequenas e médias empresas e como empréstimo-ponte para companhias nacionais. A informação foi detalhada nesta segunda-feira pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Seis bilhões de reais serão usados em uma nova linha de crédito para o capital de giro de empresas brasileiras e os outros 4 bilhões de reais irão para empréstimos-ponte e linhas de financiamento de pré-embarque. A nova linha de 6 bilhões de reais tem vigência até junho do ano que vem e o financimento está voltado para pequenas e médias empresas, uma vez que o limite de empréstimo é de 50 milhões de reais por CNPJ. O empréstimo não pode superar 20 por cento da receita operacional bruta do último exercício fiscal. Os juros cobrados serão de 20,05 por cento ao ano, incluindo o spread do agente financeiro de 4 por cento. "É uma linha de giro substancialmente abaixo da média do mercado, que é de 35 a 40 por cento para linhas de curto prazo", disse Coutinho. O prazo de carência é de 5 meses e o limite para amortização do capital de giro será de 13 meses. Na semana passada, o banco anunciou algumas condições para o empréstimo-ponte. Parte dos recursos está reservada para os vencedores do leilão de linhas de transmissão do rio Madeira e a concessão de rodovias no país. "Estamos buscando desenvolver outras iniciativas para ajudar o crédito para pequenas e médias empresas usando ativos de FDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios)", acrescentou Coutinho, sem dar detalhes sobre a nova linha para pequenas e médias empresas afetadas pela escassez de recursos com a crise mundial. SEM CALOTE O BNDES também minimizou a possibilidade de calote por países da América do Sul. Ele não acredita que Equador, Paraguai, Venezuela e Bolívia vão deixar de quitar os empréstimos concedidos para a realização de obras nesses países, como cogitado pelo Equador. "O BNDES tem toda uma fundamentação para mostrar a regularidade do contrato... o banco está muito bem resguardado", avaliou. Segundo Coutinho, o empréstimo total para esses países soma 3 bilhões de dólares --sendo que o saldo devedor seria de 2,5 bilhões de reais. (Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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